Geyse x Falsa moral
Então, que tal as universidades obrigarem os estudantes a irem de uniforme? Aquela modinha de colégio: uniforme tanto feminino quanto masculino iguais. Meninas de saia? Que sacrilégio.
Minha mãe ia pra faculdade de saia – porque era moda – e os caras ficavam embaixo da escada esperando ela e as amigas subirem pra verem as calcinhas.
Elas queriam isso, por acaso? Claro que não. Via quem podia; olhar não vai fazer a calcinha desaparecer.
Agora vem esses velhos do magistério, achando que estão corretíssimos expulsando a guria da universidade só porque ela usa um vestido de puta desesperada. Que que tem? Na PUCRS ninguém foi expulsa por usar blusinhas tão justas que os peitos só não saltam porque têm silicone e, por isso, não balançam. Na PUCRS tem guria que dá a bundinha pra pagar a mensalidade. Aliás, algumas dessas gurias nem precisam usar minissaia pra mostrarem o conteúdo. Se a Geyse é do tipo que entrega o ouro pra quem quiser ver, o problema é dela. Não se chega ao ponto de expulsá-la.
As coisas que dizem que ela fez podem até ter ocorrido, como podem ser apenas engrandecimento romantizado feito por alunos e/ou alunas que não foram com a cara de pobre-metida-a-patricinha dela. Esses padrecos de universidade querendo dar uma lição de moral expulsando uma guria que usa minissaia é ridículo – na Internet eles veem coisas bem melhores e muitíssimo mais satisfatórias.
Ocorre que a Geyse resolve ir com modelitos “Barbie na Esquina” num ambiente acadêmico e acha que todo mundo vai achar normal. Não, Geyzinha. Ninguém vai te achar normal, porque o normal vai ser te acharem uma prostituta. Simples assim. Qualquer guria deve pensar duas vezes antes de pisar numa sala de aula com menos de 30cm em volta do quadril.
Claro que as magrinhas ficam chiquérrimas de minissaia. É o mínimo que elas tantam pra se acharem sexy, porque qualquer calça jeans ia ficar ridícula de frouxa ou fazê-la parecer uma adolescente na faculdade. Mas as cadeirudas e as obesas, bem, ficam apenas gostosas. Elegância de menos, celulite de mais. Só isso. O que vai acontecer é que os caras vão olhar pra elas, pra bunda delas e imaginar elas ajoelhadas na frente do pau deles, gritando e subindo pelas paredes.
Enfim, Geyse, vai se foder e use calças frouxas para ir às aulas. Deixa as saias pro final de semana.
Reitores e padres de universidade, fodam-se e leiam sobre moda feminina.
I’m outta here.
Meu primeiro filme
É isso aí, bitches! Se minha conta no YouTube não fosse tão impopular, eu até seria famosa.
Bom, esta menina resolveu querer fazer vídeos em colaboração. E eu me candidatei. Ela mora no Reino Unido e, juntas, acertamos os detalhes do nosso curta.
Para entenderem, vocês precisam pelo menos assistir ao filme Chakushin Ari. No mínimo.
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Bom, depois eu conto sobre minha oratória.
Mata ne~
Fedores no ônibus
Ônibus com ar condicionado pode até ser uma “vitória da ciência sobre a natureza” (by Misato – Evangelion), mas que tem suas inconveniências, tem.
Por exemplo, os fedorentos. Não importa o horário e onde eu sente, esses porcos insistem em sentar justamente do meu lado e ficam tempo suficiente pra estragar meu dia.
Nem comento dos fumantes, esses até sabem que fedem.
Mas ontem, quando eu voltava da PUC, sentei no fundão, canto da janela. Até aí tudo bem, os ônibus com ar condicionado da Carris são uma verdadeira merda, visto que o fundão é sempre o local mais quente do ônibus, onde aparentemente nem o ar condicionado alcança.
Mas enfim, eu olhando pela janela, não via quem sentava do meu lado. Até que um cheiro acre me obrigou a virar a cabeça um pouco. Bah, daí eu vi dedos grossos, unhas sujas, uma carteira surrada com dois pila dentro, braço peludo com físico de obreiro.
“Puta que pariu”, pensei, voltando o rosto pra janela. Se possível, eu podia abrir um respiradouro naquele acrílico, porque o homem do meu lado fedia ao que me lembrava cocô de cachorro. Sério, passei mal. E o homem ainda ficava se encostando em mim, e eu num perigoso sanduíche, entre uma massa ambulante fétida e uma lâmina de acrílico que me separava da rua.
Nossa, que desagradável. Nem quis olhar a cara do sujeito porque eu sabia que não ia ir com a cara dele. Aí comecei a pensar em coisas pra amenizar meu desconforto até eu me acostumar com o fedor dele. “Tá, é aqueles Cheetos de queijo”, comecei. “É queijo parmesão”, insisti. “Aimeudeusdocéu, é queijo ralado! É queijo, queijo fede!!”
Bom, o cocô-de-queijo ficou ali me encurralando por 20 minutos e não tinha mais um puto lugar naquele coletivo de merda pra eu sentar. Ou mandar ele sentar, não sei.
Mas antes disso eu vi a cara do sujeito. Foi um acaso. Passando por uma praça, um guri de bicicleta perde os freios e abraça uma árvore – ele praticamente foi arremessado na árvore. Eu vi aquilo acontecer, me bateu um pavor da burrice do adolescente, e fiquei observando.
“Aaah, aquele ali se deu mal”, ouvi uma voz atrás do meu ouvido, meio arrastada. Por reflexo, me virei. Sim, o cocô falou comigo. E a cara dele não melhorou o fato de ele feder a ração de cachorro digerida. Ele der um sorrisinho, no qual mal identifiquei dentes, e projetou a língua pra frente, mas ainda dentro do orifício bucal.
Sentença: homem de meia-idade, trabaiadô, de higiêne pessoal nula e, ou muito social, ou muito trovador. Mas a julgar pelo odor dele, social é que ele não deveria ser.
Bom, enfim. Hoje me sentou do lado uma velha, daquelas que ficam se agarrando no banco da frente e espiando a rua compulsivamente para não perderem a parada. O negócio é que a velha tava com uma asa que nem o desodorante que ela passou rapidamente de manhã pa vê si disfarça adiantou. Ficou até mais enjoativo.
No fim a velha saiu em 10 minutos, aí sentou outra mulher. De banho tomado. Mas o perfume dela fez nascer borboletas no meu estômago.
Ai, gente! Que que custa tomar um banhinho rápido pra tirar o fedor e comprar desodorantes sem cheiro? Tá, custar custa, mas que desagradável ter que aturar esse fedor, puta merda. Vou começar a soltar pum no ônibus pra ver quem não acha tão desagradável quanto um cara que cheira a queijo evacuado ou zurrilho com rosas.
Carris e EPTC
Gostaria de mandar um grande FODA-SE pros motoristas da Carris.
O filho da puta que estava numa determinada parada de ônibus perto de um determinado hospital pode pegar o câmbio do coletivo e enfiar na bunda. Obrigada.
Eu só precisava de CINCO SEGUNDOS pra correr pra dentro do ônibus e não chegar atrasada na aula, mas não. O cara viu meu desespero, botou o pisca pro outro lado e desviou de mim – eu estava correndo na rua mesmo, com o braço esticado. Achei que ele fosse parar pra eu entrar, e foi quando dei um leve sorriso, quase agradecendo. Mas foi só ele passar reto na minha frente… bah, me irritam essas coisas. Motorista da Carris são muito pau no cu. Tem, assim, ó, MEIA DÚZIA de excessões em toda a empresa. Sem falar que os donos da Carris são outros filhos da puta, também. E da EPTC. Ah, nem começo a falar da EPTC com aqueles TVs de plasma e 30 monitores de LCD e nós, mortais, tendo que gastar um horror pra que eles possam sustentar essas merdas, enquanto que o ônibus continua sujo, quebrado e pichado e os motoristas ganham mal a ponto de olharem pro pobre do transaugente correndo pra pegar o ônibus e passarem reto ou não esperarem mais alguns segundinhos que ME FARIAM 50 MINUTOS DE DIFERENÇA.
ENTÃO CARRIS E EPTC: FODAM-SE.
Cursinhos perigosos
Cursinho é tão interessante.
Todo mundo é teu concorrente, mas todo mundo adora ser amistoso um com o outro, como se isso fosse garantir alguma vaga. Mas enfim, contanto que não comprem briga comigo, tá bom.
Mas enfim, o que eu quero dizer é que chegou num ponto em que a turma já meio que formou um círculo de amizade – as panelinhas - mas tem gente que… sei lá, me dá medo.
Nas aulas de Português, depois que eu terminava os exercícios, eu pegava meu moleskine pra escrever alguma coisa ou desenhar. Mas eu sempre escrevo em japonês. E isso desperta a curiosidade das pessoas; algumas até perguntam “isso é mandarim?” (lol) e eu respondo “não, é japonês”. Ou em certos casos elas falam “aaah, como tu desenha beeem!” e eu fico sem graça por alguém ter notado e digo “aaah, obrigada…!”
Bom, daí ontem eu cheguei super atrasada em razão de o mundo estar desabando sobre Porto Alegre. E em seguida abro o moleskine porque a aula já estava um saco. Nisso entra um cara que nunca vi do lado direito da sala de aula (onde eu sento), tampouco no fundão (onde eu sento). E sentou diagonalmente atrás de mim. E obviamente ele viu meu moleskine aberto.
“Isso é japonês?”, começou ele. E aí veio as perguntas e respostas de praxe. Aí ele fala: “Tá mas, não é mais interessante aprender chinês atualmente?”
Sabem, eu odeio quando as pessoas ficam impressionadas com a mídia. A China teve seu apogeu econômico e agora ninguém mais fala da China. O Japão sempre foi uma das maiores economias mundiais, por isso nunca precisou ir na mídia mostrar as caras, a não ser quando criam robôs.
Enfim, aí ele me deu um cartão com o email e telefone (nome que é bom, ã-ã) e pediu pra eu enviar um email pra ele sobre o curso de japonês da PUC, onde eu disse que fazia. Aì eu falei: “No site da PUC tem todas as informações.” Nem assim. “É, mas me manda um email que esses sites são muito sistemáticos”, algo assim ele falou. Eu só concordei ali e deixei quieto.
Aí eu comecei a estralar os dedos, o pescoço, os cotovelos. “Ãã, com licença”, disse ele, e depois me explicou como não é saudável estralar as juntas.
TÁ, PAI!, quis eu berrar, mas aí eu disse que meu pai faz o mesmo e ele, desconcertado, falou que “Ah, sim, sim, só queria avisar”. Que saco, fiquei a aula toda com vontade de estralar os dedos e não podia porque aquele homem ficava me policiando. Eu sentia os olhos dele.
Porque sério, olha só! Nunca vi o cara por perto pra ele saber que eu desenhava ou fazia japonês e ontem ele veio falar comigo como se já soubesse disso faz horas. Até as mulheres que tavam do lado dele estranharam a atitude. Óbvio que eu imaginei que o tiozão tava me trovando. Cruzes.
Então cuidado nos cursinhos, é o que eu recomendo.
Coisas
Bah, faz um tempo que eu não faço absolutamente nada neste blog. Nem vou me dignar a deixá-los atualizados de nada, olhem vlogs, youtubes, orkuts, twitter.
O pior é que, mesmo saindo do estágio, não me resta ainda nada de mais pra reclamar. Do que eu poderia falar se eu faço praticamente as mesmas coisas? A única coisa que eu andei fazendo ultimamente é estudado e ido em audiências, às vezes tendo longos almoços com os amigos, emendando um café e uma conversa. (Amo, by the way)
Ninguém aguenta mais o frio nessa cidade. Todo mundo fica reclamando que setembro foi uma droga porque só fez frio, e que outubro vai ser outra droga porque vai chover pra dedéu.
Se querem saber, acho que não vai demorar a ocorrer uma inversão térmica e o natal do Brasil vai ser frio e com neve daqui a uns anos, se o mundo não acabar até lá – tá sendo modinha também ouvir nos telejornais sobre o fim do mundo por causa do aquecimento global, sobre o qual já teve um louco que disse que seria bom pro mundo. Sim, sim, pro mundo dele, de certo.
Nossa, e ando assistindo audiências também. São muito legais, tem cada imbecil nesse Estado que a gente nem faz ideia. É uma pena que não se pode comentar sobre processos, ainda mais eu, futura servidora pública. Mas sério, que gentinha estúpida! Argh! No próximo churrasco eu conto do que se tratava.
Estou pensando em comprar um notebook de natal. Lá em casa é muito inconveniente: primeiro que um usa o computador “dele” o dia inteiro e deixa rodando o Priston mesmo quando ele não está jogando. Segundo que o outro conseguiu foder o computador que fica no seu respectivo quarto, com direito a formatações mil e impossibilidade de re-instalar o AVG. Somando os intermináveis acessos à rede pornô, aí é óbvio que ia dar merda, né. O computador trava de hora em hora. Só que pra outra, se passou de 2k é caro. Mal sabe ela que, pra comprar um note que valha a pena, 2k é um mínimo.
Hoje não estou inspirada pra blogar…
Hima desu
Minha primeira semana sem estágio está sendo… é, bem proveitosa.
Apesar de algumas coisas desagradáveis estarem acontecendo, me sinto com mais tempo de fazer as coisas que preciso fazer e me sinto até mais calma, sem precisar correr. É muito bom isso, eu tinha esquecido de como era bom ficar ao léu – mas, por outro lado, tendo total consciência das obrigações.
No momento estou com um resfriado horroroso e meu aparelho digestivo me diz que estou doente. Fora isso estou com um fio de ranho escorrendo pelo meu nariz e me esforço pra não passar a língua, na falta de papel higiênico. Oh, céus, quanto mais respiro, mais desce. Oh! Ih, já era. Eew.
*indo ser uma mulher adulta e remover o ranho da cara*
Propriedade dos sabiás
Estava eu e o B morgando pela PUC antes da minha aula de japonês começar quando passamos por uma amoreira. Carregadíssima, mas poucas frutinhas realmente maduras.
Corcordamos em colher algumas. Pegamos um copo plástico vazio numa lanchonete e nos botamos a colhê-las.
Dali a pouco, aparece um guardinha. “Com licença, mas não é para vocês estarem pegando amoras, porque é propriedade dos sabiás.”
B, de pronto, diz: “Ah, propriedados dos sabiás.”
Guardinha: “É, os irmãos (não sei, acho que os padrecos da Pontifícia) cultivam essas árvores pros pássaros. Então preciso pedir para pararem com a colheita.”
Muito bem, o cara foi educado, dissemos que estava tudo bem e fomos embora.
Mas, mesmo o guardinha não tendo a menor sombra de culpa nisso:
ME POUPE!
Desde quando fruta é propriedade de bicho? Tem contrato com os passarinhos? Por acaso tem alguma placa em cada árvore potencialmente frutífera na PUC que diga que as frutas são dos passarinhos?
O guardinha resolveu tentar uma lógica ridícula do “se um fizer, os outros farão”, o que é ridículo! Eu sou sem noção, eu posso ficar colhendo as amoras que estão ao meu alcance. Sendo que, em outro ano, fiz a mesmíssima coisa, sozinha, e ninguém veio me encher o saco. Claro que o guardinha, à época, era outro.
Tem uma goiabeira ao lado do prédio da Medicina – vão me dizer que a goiaba é propriedade de que bicho? Amora até cabe num bico de sabiá, mas uma goiaba não cabe inteira nem na boca de uma pessoa. Só faltam falar que a goiaba cai no chão pros passarinhos comerem. Aham. As frutinhas da PUC que uma guria se presta pra colher de vez em nunca farão toda a diferençaa alimentar do reino anmal dentro na universidade.
Já pago os olhos da cara pra estudar na PUC, tenho que pagar seis reais pra retirar uma folha de papel com minhas informações acadêmicas, e não posso nem encher um copinho de 300ml com amoras?
Ah, não. Os padres vão ouvir.
Burocracia
Acho que a Lei do Estágio deveria determinar para todas as instituições de ensino que tenham uma documentação específica e uniforme para a renovação de contrato.
Aquela coisa, sabe, de atestados, histórico, etc. Tem alunos que precisam pagar para adquirir essas merdas. Acho um absurdo tu pagar para receber informações próprias, mas enfim, a PUC faz o que pode pra engordar o bolso dos padres.
Então deveria haver UMA folha de papel para ser retirada na instituição de ensino com toda a informação necessária. Informação esta que, aliás, não precisa ser tão afrescalhada. Assim, o aluno da PUC não precisa pagar 13 reais toda a vez que tiver que renovar o contrato de estágio e muito menos fica em dúvida de quais as documentações que ele precisa. Tudo estaria exaustivamente discriminado em um documento específico e, antes da renovação contratual, viria uma cartinha pro estagiário dizendo “favor retirar junto à instituição de ensino o Documento Para Renovação de Estágio”.
Eu estou sofrendo aqui porque perdi a atualização da Intranet sobre quais os documentos necessários para a renovação do meu estágio e, mesmo procurando a maldita notícia, não encontrei. Então eu fui no feeling. Aí recebi uma resposta grosseira, dizendo que o documento tava errado e que eu tinha que juntar três informações diferentes.
Duas dessas informações, para minha sorte (?), vinham num documento só. O que achei excelente. Mas paguei R$ 6,50 por aquela maldita folha de papel. Cara, SEIS E CINQUENTA; daria pra eu almoçar no RU!
Enfim, aí eles me pedem a relação de cadeiras aprovadas no semestre passado, como se eu estivesse rodando e me matriculando sempre nas mesmas cadeiras, só pra continuar no estágio. De certo teve arigó fazendo isso, né. Bom, eu acabei esquecendo de pegar esse documento ridículo por uma semana e isso vai me prejudicar. Mas estou saindo do estágio nesta sexta-feira, anyways.
Mas igual, tchê! Aposto que eu teria que pagar mais R$ 6,50 só pros cretinos da Unidade de Estágios verem as cadeiras em que fui aprovada e o carimbinho da PUC. Fodam-se! Que desgradável e inconveniente essa coisa de ficar retirando mil documentos, mil cópias e pagando mil reais só pra renovar um contrato de estágio. Agora, só porque tem lei, tem que fazer burocracia? Me poupe!
Em UMA FOLHA de papel cabe todo um histórico acadêmico. Por que não caberia Comprovante de Matrícula, Disciplinas Matriculadas e a porra da Relação de Disciplinas Aprovadas no Semestre Anterior? Cabem todas essas merdas numa folhinha com um cabeçalho dizendo RENOVAÇÃO DE CONTRATO DE ESTÁGIO. E a PUC ainda poderia cobrar os infames R$ 6,50 pra enfiar na bunda, mas pelo menos ia ficar mais conveniente, rápido e agilizado garantir o estágio no semestre seguinte.
Respeite com cuidado
Achei muito legal começarem uma campanha dessas. Só achei que a parte da “conscientização dos pedestres” um tanto incompleta. Afinal, o motorista tem que se ligar no pedestre e respeitá-lo, parando o carro e deixando passar.
Aah, quero só ver como vai ficar o Centro, agora. No Centro é assim: tipo, quem toma coragem pra se atravessar nos carros é quem para o trânsito – e o resto da manada vai no embalo pra não perder a chance. Imagina só um monte de gente, agora, ali na Dr. Flores, esticando o braço e o pobre do motorista ali, tendo que esperar o bairro inteiro passar por ele. Huh? Huh? Eu não gostaria de ser o motorista nessas horas, correndo o risco daquele povo bater as mãos imundas no meu carro e berrando “RESPEITE O NOVO SINAL DE TRÂÂÂÂNSITOOO!”
Quero só ver.
Outra coisa interessante de se pensar é o seguinte: as pessoas julgam muito pela aparência, fato.
O arigó com os vidros do carro escancarados avista um maltrapilho, mas assim, daqueles que tu olha e a primeira coisa que tu pensa é “bah, esse é um maloqueiro”. O desgraçado, então, olha pra ti e estica o braço. O motorista, acostumado em respeitar e ingênuo (o motorista não precisa necessariamente olhar pro guri e pensar que é marginal; pode só achar feio e mal vestido), para o carro.
Ah, pra quê.
Do limbo, brotam mais dois maloqueiros. “Passa o carro”, diz um com uma .32, marca Taurus, com a numeragem raspada e com visível aparência de usada.
O pobre do motorista olhou, respeitou e se fodeu.
Outra hipótese possível: tem gente muito safada na cidade. Especialmente esses zé ruelas que ficam te enchendo o saco a cada sinaleira da Ipiranga. Um deles resolve que quer passar numa determinada faixa de pedestres numa hora de relativo movimento e estica o braço dele – assim, deixando o motorista com menos de um segundo pra lembrar das aulas de direção, nas quais o instrutor ensinava “freio, freio, embreagem”.
O motorista, que respeitaria o novo sinal se tivesse tido tempo, atropela com o para-brisa o braço do infeliz, que berra de dor e exige indenização.
E nisso poderia brotar mais dois do limbo, mas isso é outra hipótese possível.
Bom, minha dica aqui é a seguinte: em primeiro lugar, não corra no trânsito. Pra quê? Tu vai chegar atrasado mesmo.
Em segundo lugar, olhe e depois pare. Porque seria uma derrota enorme tu chegar em casa e contar que parou o carro prum transaugente e ele tinha amiguinhos escondidos que te roubaram o carro.
Em terceiro lugar, se o indivíduo esticou o braço sem te dar tempo de ver claramente e tu pegou o braço dele, o braço pode estar no para-brisa, finca a bota. Vai ajudar o cara que não quis nem se ajudar? Me poupe, né.
Respeite com cuidado.